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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

EU ME ARREPENDO DO PECADO DE ACREDITAR EM POLÍTICA PARTIDÁRIA (Atualizado)

 


Desejo começar este artigo com um mea-culpa. Uma declaração inicial para estabelecer o pressuposto básico de que já fui alguém empolgado com a política partidária. Sei que muitos que estão lendo este artigo agora irão se identificar, pois fizeram a mesma coisa. Mas, como só posso falar por mim mesmo, não afirmo que aquilo que vou declarar seja uma doutrina bíblica. É minha impressão profunda e sincera ao ler os textos bíblicos diante dos acontecimentos históricos e políticos do Brasil.

Minha conclusão pessoal é que a política partidária brasileira se distanciou profundamente de princípios que considero essenciais à democracia e à ética cristã. Por isso, cheguei a uma postura apartidária. Não estou dizendo que cristão não possa fazer política, participar da sociedade, discutir políticas públicas ou ocupar legitimamente funções públicas. Política faz parte da vida em sociedade. Minha crítica neste ensaio é à política partidária, especialmente quando ela captura a Igreja, transforma púlpito em palanque, pastor em cabo eleitoral e irmão em adversário porque votou no sujeito errado.

Meu arrependimento vem também de ter acreditado, pela via normal — o voto —, nos dois lados que hoje polarizam o país. Fiz campanha, colei adesivo no carro, discuti política nas redes sociais e perdi amigos por causa disso. Votei tanto em um lado como no outro. E confesso que meu sentimento é de ter perdido meu tempo.

E, antes que você possa me julgar em relação ao processo eleitoral brasileiro, saiba que está lendo as linhas de um cidadão que foi mesário (otário?!?) por 12 anos, em seis eleições seguidas. Conheci por dentro as urnas eletrônicas e o trabalho dos tribunais e cartórios eleitorais.

Bem, minha convicção se sustenta em alguns pontos que enumero a seguir.

1 — PORQUE A MENTIRA SE TORNOU UMA FERRAMENTA RECORRENTE DA POLÍTICA PARTIDÁRIA

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí vem do Maligno.” (Mateus 5:37)

“E engana cada um a seu próximo, e nunca fala a verdade; ensinaram a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em praticar a iniquidade.” (Jeremias 9:5)

Políticos prometem, prometem e prometem. E nós, muitas vezes, fingimos acreditar. Quando o político é o nosso preferido, explicamos que “não foi bem assim”, que “ele tentou”, que “não deixaram governar”, que “o Congresso atrapalhou”. Quando é o político do outro lado, desaparece toda a nossa capacidade de produzir justificativas: “Mentiroso! Corrupto! Safado!”

É impressionante como a tolerância cristã com a mentira pode variar de acordo com o número que digitamos na urna.

E não faltam episódios documentados de governos que adotaram, depois da eleição, medidas diferentes daquelas defendidas durante a campanha. Mudam-se políticas, impostos, benefícios, regras trabalhistas e discursos. Algumas mudanças podem ter explicações econômicas ou legislativas legítimas; outras expõem contradições políticas evidentes. O problema cristão começa quando deixamos de avaliar a verdade ou a falsidade de uma afirmação e passamos a avaliá-la pela cor da bandeira de quem falou.

O político “deles” mente. O “nosso” apenas mudou de estratégia.

Interessante.

Muitos dirão que a solução é votar no político certo, trocar os corruptos e eleger pessoas melhores. Evidentemente, instituições democráticas dependem de cidadãos e agentes públicos melhores. Minha desilusão é outra: depois de décadas assistindo a escândalos, fisiologismo, corrupção, promessas abandonadas e alianças que seriam “impossíveis” até o dia em que se tornam convenientes, passei a desconfiar não apenas das pessoas, mas da cultura política que o sistema produz.

E, segundo a Palavra de Deus, a mentira não deixa de ser mentira porque foi pronunciada num palanque.

 

 

2 — PORQUE A REPRESENTATIVIDADE PARTIDÁRIA TEM PROBLEMAS QUE O ELEITOR PRECISA CONHECER

“Filho meu, se os pecadores te quiserem seduzir, não consintas... (Provérbios 1:10-16)

O sistema político brasileiro é representativo. Nas eleições para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores utiliza-se o sistema proporcional. Em linhas gerais, não basta simplesmente fazer uma lista nacional ou estadual dos candidatos mais votados e entregar as cadeiras aos primeiros colocados.

Os votos dados nominalmente aos candidatos também integram a votação de seu partido ou federação. Calcula-se o chamado quociente eleitoral, relacionando os votos válidos e o número de cadeiras em disputa. Depois entra em cena o quociente partidário, além das regras de distribuição das vagas remanescentes.

Nas eleições proporcionais, não existem mais coligações partidárias. A disputa ocorre por partidos ou federações partidárias. Além disso, a legislação estabelece uma votação nominal mínima para determinadas vagas: para ocupar as cadeiras conquistadas pelo quociente partidário, o candidato precisa alcançar pelo menos 10% do quociente eleitoral.

Portanto, aquele velho fenômeno do “puxador de votos” não funciona mais exatamente como funcionava no passado.

Mas ele também não desapareceu magicamente.

Um candidato extraordinariamente votado continua fortalecendo a votação de seu partido ou federação e pode contribuir para a obtenção de outras cadeiras pela legenda. Assim, quem vota em “A” não está contribuindo eleitoralmente apenas para “A”; seu voto também integra a votação partidária e pode colaborar para a eleição de “B”, pertencente à mesma legenda.

Historicamente tivemos exemplos extremos. Em 2002, Enéas Carneiro recebeu uma votação extraordinária para deputado federal por São Paulo e sua votação contribuiu para a eleição de outros candidatos de sua legenda, inclusive candidatos com votações minúsculas. As regras posteriormente mudaram justamente para limitar situações desse tipo. Portanto, não seria correto dizer que hoje alguém com algumas centenas de votos poderia simplesmente repetir aquele episódio.

Mas a característica essencial permanece: no sistema proporcional, voto nominal e votação partidária estão ligados.

O problema se agrava quando partidos possuem identidade programática pouco clara, mudam de alianças com enorme facilidade e candidatos que ontem se acusavam de representar tudo o que havia de errado na República descobrem, depois da eleição, que sempre tiveram extraordinária afinidade.

É quase um milagre da democracia brasileira: inimigos irreconciliáveis em outubro descobrem uma profunda comunhão de propósitos em janeiro.

3 — PORQUE A POLÍTICA PARTIDÁRIA DEIXA MUITAS VEZES DE PARECER SERVIÇO E PASSA A PARECER CARREIRA

“Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno...”
(Isaías 33:15-16)

“Assim diz o Soberano Senhor: Vocês já foram muito longe, ó príncipes de Israel!... Usem balanças honestas...”
(Ezequiel 45:9-10)

Em 2026, um deputado federal recebe subsídio mensal de R$ 46.366,19. Mas aqui precisamos distinguir remuneração pessoal da estrutura financeira colocada à disposição do mandato.

Cada deputado dispõe de uma verba de gabinete com limite mensal de R$ 165.806,07, destinada ao pagamento de até 25 secretários parlamentares. Os assessores são indicados diretamente pelos deputados. Encargos como 13º salário, férias e auxílio-alimentação desses funcionários são pagos separadamente pela Câmara. Existe ainda a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar — CEAP —, destinada às despesas do mandato, além de imóvel funcional ou, preenchidos os requisitos, auxílio-moradia.

Não estou dizendo que o parlamentar pode colocar todo esse dinheiro no bolso. Não pode. São recursos sujeitos a regras, finalidade pública e fiscalização.

Estou dizendo outra coisa: observe o tamanho da estrutura financeira movimentada em torno de um único mandato.

É muito dinheiro público.

E justamente porque estamos falando de dinheiro público, qualquer denúncia envolvendo funcionários fantasmas, utilização indevida de assessores ou os conhecidos esquemas de “rachadinha” deve ser investigada com rigor, independentemente do partido do envolvido. Dinheiro público não é extensão da carteira do parlamentar.

Na teoria, representantes eleitos deveriam servir à população. Na prática, frequentemente assistimos à profissionalização da atividade política e à formação de estruturas que parecem existir tanto para preservar o próprio poder quanto para representar o cidadão.

Um contraste interessante aparece na Suécia. Os membros do Parlamento sueco recebem remuneração relevante — portanto não são voluntários franciscanos vivendo de pão e água —, mas a própria instituição os define não como empregados do Parlamento, e sim como pessoas que receberam uma incumbência dos eleitores. Parlamentares que residem a mais de 50 quilômetros de Estocolmo podem utilizar acomodações funcionais básicas, e as regras oficiais contemplam viagens entre Estocolmo e seu local de residência. Parte do trabalho parlamentar também ocorre nas respectivas regiões e bases eleitorais.

A diferença de mentalidade merece reflexão: mandato como privilégio ou mandato como incumbência?

Se a remuneração dos políticos brasileiros fosse reduzida drasticamente, quantos candidatos continuariam disputando ferozmente essas vagas?

Não tenho como provar a resposta.

Mas tenho minhas suspeitas.

POSICIONAMENTO POLÍTICO

Quero ainda responder algumas questões levantadas no meio cristão em relação ao posicionamento político. Tenho visto pastores, teólogos e cristãos afirmarem que precisamos nos posicionar partidariamente para preservar a liberdade religiosa no Brasil, sob pena de perseguição, fechamento de igrejas e perda do direito de adorar livremente.

Quero lembrar aos meus leitores aquilo que considero fundamental nesse debate.

1 — A AUTORIDADE POLÍTICA NÃO É MAIOR QUE A AUTORIDADE DE CRISTO

“Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima.” (João 19:11)

Toda autoridade existente nesta terra está limitada. Nenhum presidente, governador, prefeito, juiz ou parlamentar possui autoridade absoluta.

Romanos 13 ensina o cristão a respeitar as autoridades e apresenta o governo civil como instrumento de ordem e justiça. Mas a mesma Bíblia registra os apóstolos dizendo:

“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)

Em um Estado sério e democrático, cidadãos cumprem as leis, pagam seus impostos, respeitam as instituições e vivem pacificamente. Igreja e Estado podem perfeitamente — usando uma expressão bem brasileira — cada um ficar no seu quadrado.

Isso não significa imaginar ingenuamente que autoridades nunca cometerão injustiças. A própria história cristã prova o contrário. O limite aparece quando o Estado exige do cristão aquilo que afronta sua consciência e sua fidelidade à Palavra de Deus.

Como instituição, a igreja deve obedecer às leis e cumprir suas obrigações. Como Igreja, porém, possui uma missão que não recebeu de presidente, partido, Congresso ou tribunal.

Se as autoridades políticas desejarem colaborar para que exista liberdade, justiça e bem comum, muito bem.

Se não, a missão da Igreja é maior.

2 — A MISSÃO DA IGREJA É MUITO MAIOR QUE A POLÍTICA PARTIDÁRIA

Uma igreja local ou denominação que transforme em objetivo institucional colocar seus próprios candidatos em cargos políticos corre o risco de trocar sua missão por um projeto de poder.

E quando, em ano eleitoral, o púlpito começa a receber candidato atrás de candidato, o culto se transforma em vitrine eleitoral e o rebanho passa a ser tratado como contingente de votos, alguma coisa saiu perigosamente do lugar.

Existem episódios documentados que tornam essa preocupação muito menos teórica. Em reportagem sobre declarações do pastor José Wellington Bezerra da Costa, então importante liderança das Assembleias de Deus, foi descrita uma dinâmica na qual pastores atuavam aproximando prefeitos de parlamentares responsáveis por emendas, ao mesmo tempo em que se defendia a eleição de candidatos ligados à denominação. O próprio pastor posteriormente afirmou que fazia essa aproximação, mas negou troca de favores ou irregularidades.

Isso precisa ser dito com justiça: intermediar uma demanda legítima de um município não prova corrupção.

Mas também me permitam fazer uma pergunta.

Desde quando pastor precisa virar despachante de verba pública?

A Igreja deve erguer a voz pelos necessitados diante do poder público. Deve cobrar saneamento, escola, saúde, segurança, proteção aos vulneráveis e justiça. Outra coisa é transformar pastor em intermediário eleitoral, púlpito em palanque e rebanho em curral eleitoral.

Quando o político precisa do pastor para chegar ao eleitor e o prefeito precisa do pastor para chegar ao político, alguma coisa está perigosamente embolada.

E colocar uma Bíblia debaixo do braço não desembola.

A Grande Comissão é bastante clara:

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações...” (Mateus 28:19)

E:

“Receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas...”
(Atos 1:8)

Na Grande Comissão não existe ordem para a Igreja conquistar cargos públicos, formar partidos ou transformar poder político em parte de sua missão. Jesus mandou fazer discípulos, não cabos eleitorais. Mandou ensinar sua Palavra, não distribuir santinhos.

Isso não significa que um cristão não possa ocupar legitimamente um cargo público. Significa que a missão da Igreja não pode ser reduzida a um projeto eleitoral.

A política pode produzir boas leis. Pode melhorar escolas, hospitais, segurança, saneamento e infraestrutura.

Mas nenhum partido é o Reino de Deus.

3 — PESSOAS EM POSIÇÃO DE AUTORIDADE SÃO APENAS PESSOAS — NÃO “UNGIDOS” OU “ENDEMONIADOS” POLÍTICOS

Existe uma tendência perigosa no evangelicalismo político: se determinado governante é “o nosso”, foi levantado por Deus. Se é o adversário, foi levantado pelas trevas.

Pergunto: quem recebeu procuração celestial para fazer essa classificação?

Esse raciocínio pode ser chamado, em sentido figurado, de maniqueísta.

Historicamente, o maniqueísmo foi uma religião fundada por Mani no século III d.C., marcada por forte dualismo entre luz e trevas. Hoje usamos “maniqueísmo” também em sentido figurado para descrever aquela visão simplista em que nós somos o Bem absoluto e os outros representam o Mal absoluto.

E como isso combina com a política brasileira!

Leia Isaías 45:

“Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro...”

Ciro era um rei persa pagão. Foi conquistador e construiu um enorme império, embora também seja conhecido por políticas relativamente tolerantes em relação a alguns povos conquistados e suas religiões.

E Deus o chama de “ungido”.

Calma.

Isso não transformou Ciro em pastor, teólogo, defensor oficial do Reino de Deus ou candidato escolhido pelo céu.

Deus utilizou Ciro para determinado propósito histórico.

Ser usado por Deus não significa receber de Deus um cheque em branco.

Essa distinção faria muito bem à igreja brasileira.

Estar no poder por permissão divina não significa possuir aprovação divina para cada decisão tomada. Governantes continuam moralmente responsáveis por seus atos e também estão sujeitos ao juízo de Deus.

4 — VALORES E PRINCÍPIOS TÊM COMO FONTE A PESSOA DE DEUS, NÃO UMA IDEOLOGIA POLÍTICA

Existem valores e princípios bíblicos que atravessam as fronteiras ideológicas que criamos.

E aqui mora outra incoerência da política partidária: cada lado costuma enxergar com extraordinária nitidez os pecados do adversário e desenvolver uma conveniente miopia para os seus próprios.

Setores da direita enfatizam corretamente temas como proteção da vida, liberdade religiosa, liberdade de expressão, propriedade e responsabilidade individual, mas podem demonstrar muito menos entusiasmo quando a conversa chega à desigualdade, exploração do trabalhador, pobreza extrema e condições indignas de vida.

Setores da esquerda denunciam desigualdade, pobreza, precarização do trabalho, falta de moradia e ausência de saneamento, mas podem defender posições profundamente controversas entre cristãos quando o assunto envolve aborto, liberdade religiosa, propriedade ou limites da atuação estatal.

A discussão pública sobre esses temas é legítima, e cristãos sinceros podem discordar sobre quais políticas concretas melhor realizam determinados princípios.

Mas existe uma coisa que considero inaceitável:

rasgar metade da Bíblia para caber inteiro dentro da cartilha do partido.

O político cristão, se existir enquanto político, deveria trabalhar para todos os cidadãos — cristãos, ateus, espíritas, católicos, evangélicos, muçulmanos, ricos, pobres, quem votou nele e quem jamais votaria.

Caso contrário, não temos representação pública.

Temos corporativismo religioso.

E escritório político começa a parecer balcão de pedidos em vez de plataforma de políticas públicas.

O sertão e o semiárido nordestino, por exemplo, convivem historicamente com períodos severos de seca. Evidentemente existem causas climáticas naturais. Mas os efeitos sociais da seca também se relacionam à pobreza, infraestrutura, políticas hídricas, administração pública e desigualdades históricas. Houve avanços e grandes obras públicas, mas isso não elimina a responsabilidade permanente dos governos.

E a Igreja?

Também precisamos olhar para dentro.

Já em 2013, uma reportagem da Forbes, amplamente repercutida pela imprensa brasileira, publicou estimativas de patrimônios extraordinários atribuídos a conhecidos líderes evangélicos brasileiros — em alguns casos chegando a centenas de milhões de reais e, no maior caso estimado, à casa do bilhão. Alguns dos citados contestaram os valores.

Portanto, sejamos justos: patrimônio estimado não é salário pastoral; dinheiro de uma igreja não é automaticamente patrimônio de seu pastor; riqueza, por si só, não prova crime ou irregularidade.

Dito isso...

bilhão é bilhão.

E considero impossível falar de cristianismo, riqueza e poder sem lembrar que, enquanto estruturas religiosas movimentam cifras extraordinárias, ainda existem pessoas com fome, famílias sem moradia e crianças vivendo em condições indignas a poucos quilômetros — às vezes a poucos metros — de enormes templos.

Não estou propondo que a Igreja substitua o Estado.

Estou perguntando se não estamos ocupados demais tentando conquistar Brasília enquanto Jerusalém continua caída diante da nossa porta.

CONCLUSÃO

Encerro este pequeno ensaio com uma reflexão.

A igreja local tem enorme importância para o bem-estar e o desenvolvimento de uma comunidade. A agenda de Jesus para transformação das pessoas e das comunidades deve ser expressa e modelada através de sua Igreja.

Para isso, em nada precisamos da política partidária.

Cito aqui uma provocação inspirada no livro Se Jesus fosse prefeito, de Bob Moffitt:

O que Jesus faria se fosse prefeito da minha cidade?

O que faria pelos desabrigados e pelas crianças de rua?

O que faria diante do alcoolismo, das drogas e de outros vícios?

Como fortaleceria as famílias?

O que faria por água potável, habitação, alimentação, saúde, esgoto, coleta de lixo e estradas?

O que faria diante de salários injustos e desemprego?

Como cuidaria das crianças, enfermos e idosos?

O que faria diante do crime e dos conflitos?

Como trataria ricos e pobres?

O que faria diante da corrupção e do suborno?

Como ajudaria cidadãos a avaliar problemas e tomar decisões justas?

Pensar no que Jesus faria é um bom exercício de imaginação.

Melhor ainda seria trocar o nome dele pelo nosso e começar a agir como se fôssemos Ele aqui na Terra.

Peraí...

Mas é isso que a Igreja é!

O Corpo de Cristo na Terra.

Esqueça a política partidária e entre para o partido de Jesus. Se Ele é o prefeito da cidade, te nomeou secretário dEle.

Vamos agir?

Arregace as mangas e comece a trabalhar no gabinete das ruas e praças, pregando e fazendo o bem, como Ele mesmo fazia neste mundo.

Não é preciso campanha política nem dinheiro do fundão.

Deus já te elegeu — e Ele é o dono do ouro e da prata.

Desligue a TV, esqueça o horário eleitoral gratuito e foque sua atenção no plano de Governo de Deus:

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados.” (Provérbios 31:8-9)

FONTES E REFERÊNCIAS

Para os leitores que desejarem conferir os dados históricos, políticos e institucionais mencionados neste artigo, seguem as principais fontes consultadas:

BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Resolução nº 23.677, de 16 de dezembro de 2021, com alterações posteriores. Regulamenta a totalização dos votos, os quocientes eleitoral e partidário e a distribuição das vagas nas eleições proporcionais. Especialmente arts. 8º a 11. Portal do Tribunal Superior Eleitoral.

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). Conheça as diferenças entre as eleições majoritária e proporcional. Brasília: TSE, 2024. Explica o sistema proporcional brasileiro, votos nominais e partidários, quociente eleitoral, quociente partidário e exigência de votação nominal mínima correspondente a 10% do quociente eleitoral.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Cláusula de barreira atingiu sete candidatos do PSL; partido seria o maior da Câmara. Brasília, 2018. A Câmara registra o caso histórico de Enéas Carneiro, que recebeu aproximadamente 1,57 milhão de votos em 2002 e contribuiu para a eleição de outros cinco candidatos de sua legenda, entre eles Vanderlei Assis, eleito com apenas 275 votos.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Gastos dos deputados federais — Transparência. Brasília, dados consultados em 2026. Fonte oficial para remuneração parlamentar, verba de gabinete, secretários parlamentares, CEAP, imóveis funcionais, auxílio-moradia e viagens oficiais. Em 2026, o subsídio parlamentar informado pela Câmara é de R$ 46.366,19 mensais e o limite mensal da verba de gabinete chega a R$ 165.806,07 para até 25 secretários parlamentares.

SVERIGES RIKSDAG — PARLAMENTO DA SUÉCIA. The members' pay and conditions. Estocolmo. Fonte oficial sobre remuneração e condições de trabalho dos parlamentares suecos. O Parlamento esclarece que seus membros não são empregados do Riksdag, mas possuem uma incumbência recebida dos eleitores, e apresenta as regras referentes a viagens e acomodações parlamentares.

SVERIGES RIKSDAG — PARLAMENTO DA SUÉCIA. The members' overnight accommodation. Atualizado em janeiro de 2026. Detalha o direito a acomodações funcionais para parlamentares cuja residência se encontra a mais de 50 quilômetros do Parlamento, incluindo apartamentos com mobiliário básico e instalações para cozinhar.

VEJA. CASADO, José. “Você quer dinheiro? Só receberá verba por intermédio do pastor”. 11 fev. 2022. A matéria reproduz declarações do pastor José Wellington Bezerra da Costa sobre a atuação de pastores na aproximação entre candidatos, prefeitos e recursos provenientes de emendas parlamentares, bem como seu apelo para a eleição de candidatos ligados à denominação.

FORBES. ANTUNES, Anderson. The Richest Pastors in Brazil. 17 jan. 2013. Reportagem que publicou estimativas de patrimônio de conhecidos líderes evangélicos brasileiros. Os valores apresentados eram estimativas baseadas em informações disponíveis à época e não devem ser confundidos com salários pastorais ou com patrimônio das respectivas igrejas. Alguns dos valores e informações divulgados foram posteriormente contestados por pessoas mencionadas na reportagem.

INFOMONEY. VERONESI, Luiza Belloni. Forbes lista cinco pastores mais ricos do Brasil. 18 jan. 2013. Repercussão brasileira do levantamento da Forbes, incluindo as estimativas, à época, de R$ 1,9 bilhão para Edir Macedo, R$ 440 milhões para Valdemiro Santiago e R$ 300 milhões para Silas Malafaia, entre outros.

FORBES. Edir Macedo & family. Perfil atualizado em março de 2026. A publicação continua apresentando Edir Macedo entre os líderes religiosos de grande patrimônio e registra, entre seus ativos empresariais, participação na Record e no Banco Digimais.

MOFFITT, Bob; TESUNAO, Karla. Se Jesus fosse prefeito: como sua igreja local pode transformar sua comunidade. Obra utilizada como inspiração para as perguntas apresentadas na conclusão deste artigo sobre a atuação da Igreja na transformação de sua comunidade.

Referências bíblicas utilizadas

Mateus 5:37; Jeremias 9:5; Provérbios 1:10–16; Isaías 33:15–16; Ezequiel 45:9–10; João 19:11; Romanos 13:1–7; Atos 5:29; Mateus 28:19; Atos 1:8; Isaías 45; Provérbios 31:8–9.

 

 

sábado, 6 de junho de 2026

A Maioria Silenciosa: Quando o Voto Deixa de Ser Escolha - Uma leitura tocquevilliana da crise de representação nas eleições brasileiras

 


Em 2022, 156,4 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. Desse total, 37,9 milhões não escolheram candidato algum: 32,2 milhões se abstiveram e 5,7 milhões votaram em branco ou nulo. Somados, são 24,2% do eleitorado. Se incluirmos os 13,3 milhões que justificaram ausência, chegamos a 32,7% — um em cada três eleitores — que não manifestaram escolha ativa nas urnas.

Tecnicamente, a eleição foi legítima. O presidente eleito obteve mais de 50% dos votos válidos. Politicamente, porém, emerge uma questão incômoda: um terço do país se ausentou da escolha.

A pergunta não é apenas "quem ganhou". É outra, mais inquietante: até quando uma democracia funciona quando a escolha perde sentido para parte expressiva da sociedade?

 

1. O dado que o TSE mede, e o que ele esconde,

Abstenção de 20,5% foi a maior desde 1998. Brancos e nulos somaram 3,6% dos votos. O TSE registra o número, mas não a intenção. Para entender o alcance real da "não-escolha", é preciso ir além da ata eleitoral.

Pesquisas de intenção de voto às vésperas do segundo turno mostram que o "voto útil" predominou: 45% dos eleitores de Lula declararam votar "para o Bolsonaro não ganhar". Outros 45% dos eleitores de Bolsonaro votaram "para o PT não voltar".

Isso significa que 45% dos 66,4% de votos válidos foram anti-voto, não voto por convicção. Traduzindo: 29,8% do eleitorado total escolheu o "menos pior". Somando aos 32,7% que se abstiveram, anularam ou justificaram, temos 62,5% do eleitorado sem adesão positiva a nenhum projeto.

A maioria absoluta não escolheu. Apenas evitou.

 

2. Tocqueville já descreveu essa democracia

Em 1840, Alexis de Tocqueville alertou para um risco das sociedades democráticas: a manutenção das formas da liberdade com perda da substância.

"As nações democráticas conservam as formas da liberdade por mais tempo, mas perdem pouco a pouco a sua substância."

As eleições ocorrem, as regras são cumpridas, os resultados são legais. Mas o voto, para fatia crescente do eleitorado, deixa de ser instrumento de escolha para virar obrigação legal ou cálculo defensivo.

Tocqueville chamou isso de "despotismo democrático": um poder tutelar que não tiraniza, mas impede. Não proíbe a participação, mas a esvazia de sentido. O cidadão se retira da esfera pública não por censura, mas por cansaço. Prefere cuidar da vida privada a deliberar sobre opções que não reconhece como suas.

A "tirania da maioria" opera aqui de forma silenciosa. Não esmaga a minoria com violência. Cria um consenso tão estreito — a polarização entre dois blocos — que 62% do eleitorado se sente obrigado a participar de um jogo cuja regra principal é escolher o mal menor.

 

3. Não é apatia. É racionalidade diante da oferta

A interpretação fácil culpa o eleitor: "povo alienado", "não gosta de política", "desinformado". Os dados sugerem o contrário. O eleitor está informado o suficiente para saber que justificar o voto é mais racional que viajar 300 km para anular. Está informado o suficiente para usar o voto como veto, não como chancela.

O problema não está na demanda. Está na oferta. A crise não é de participação. É de representação.

Quando a escolha real é entre dois projetos que metade do país rejeita, a abstenção, o voto nulo e o voto útil deixam de ser desvio. Viram sintoma de uma democracia que funciona na forma, mas opera no vazio.

 

4. O risco não é o povo parar de votar. É o voto parar de significar

Ignorar esses números sob o argumento da "legalidade estrita" é normalizar o esvaziamento. Uma democracia não vive só de rito eleitoral. Vive de adesão.

A história mostra que regimes não caem no dia em que as pessoas param de votar. Caem no dia em que votar e não votar dão no mesmo para a vida prática do cidadão. Quando a maioria silenciosa conclui que sua escolha não altera sua condição, ela não faz revolução. Apenas deixa de crer.

O Plano Real, em 1994, foi a última vez que uma medida de governo reconectou voto e vida material de forma imediata: estabilizou a moeda e devolveu ao eleitor o poder de planejar o mês. Desde então, a tutela — bolsa, crédito, isenção — substituiu o projeto.

Tocqueville chamou de "paixão pelo bem-estar". O cidadão abre mão da liberdade política desde que o Estado garanta conforto privado. O resultado é o que vemos: eleição plebiscitária sem plebiscito real.

 

Conclusão: Democracia não é só regra. É sentido.

O perigo não é a eleição ser questionada. É ela ser irrelevante. Quando 62% do eleitorado não escolhe por convicção, o presidente governa com legitimidade legal, mas sem legitimidade social.

Até quando um regime se sustenta quando a maioria obedece à regra, mas não adere ao jogo? Tocqueville, 184 anos atrás, deixou o aviso: sociedades democráticas não morrem de um golpe. Morrem de indiferença. Morrem quando o cidadão troca a praça pública pelo supermercado e descobre que o segundo resolve mais que o primeiro.

Normalizar isso não resolve. O primeiro passo é admitir o dado: a maioria já não escolhe. E fingir que isso é normal talvez seja o maior risco de todos.

 

Fontes:

TSE. Estatísticas Eleitorais 2022. Eleitorado, abstenção, brancos e nulos.

Datafolha. Intenção de voto para presidente, 20/10/2022. Critério "motivação do voto".

TOCQUEVILLE, Alexis de. A Democracia na América. Vol. 2, Parte 4, Cap. 6. Ed. Martins Fontes, 2005.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

SARDES – The Spirit of the Brazilian Church After a Pandemic

SARDES – The Spirit of the Brazilian Church After a Pandemic

Romans 6:11 and Revelation 3:1

INTRODUCTION: A conversation I have with fellow pastors, teachers and people concerned with the evangelical church in Brazil has led everyone to a question that expresses our concern:

What happened to the church in the post-pandemic period? Are we better off the pandemic at the other end? Have we survived the pandemic? Are we other people? (About three years since it all started.)

During the pandemic we did not see the time to return to the cults. When we couldn’t get together, we gave a way, we turned around, we broadcast online, we worshiped fewer people.

I remember we had online meetings, books and studies on “The Church in the Post-Pandemic”. Everyone thinks about how we should think, change paradigms, and prepare for when it all ends.

We take vaccines, we wear masks, we isolate ourselves and we take all the care and precautions.

I wrote an article at the time of the pandemic, which was published in the Light in the Darkness  with the title AC/DC – Before the Crown, After the Corona. That time I wrote: (05/2020)

“This moment is unique in our history. A new water divider. DC is better than AC. We have to get out at the other end not only survivors, but fit for a full life in all respects. This is translated into one word: focus. It will be time to focus on the things that really matter, on the essence of what really matters. In the tasks that will leave legacy and inheritance for the future. Love people, serve the needy, help those in need, forgive debts, and expand friendship. Embrace and relate to someone who is worth it. Leaving where we are not valued and entering where they really need us.”


Not to mention the tragedy and deaths that have occurred. But the pandemic situation brought us to a condition of comfort and comfort. At first, we did not want to fight. Staying at home all day? But then we got used to it and decided for comfort. And that generated today a church accustomed to the Comfort Zone.

I think that in the pandemic period, we went through the phases of mourning and when we left most of us failed to reverse the situation of comfort and comfort. Do you know the stages of grief? They’re about dealing with death, but let’s adapt here:

Stage 1: Negation and isolation – It is not happening, there is no virus. Not all of that is no. I do not want to talk to anyone.

Stage 2: Anger – How is it possible? How does God allow this? This is the fault of the cyclone. How did I get the mask and the vaccine?

Stage Three: Bargain – Lord, if you make Covid end, I will do this or that. Take away the sickness of my relative and put it on me.

Stage Four: Sadness – Really there is no more way. I cry and grieve for the people and for the life we had before the pandemic.

Stage 5: Acceptance – We’ll have to wait even until it’s all over. In the meantime, we will stay here at home. We decided to wait. 

The church in the post pandemic is focusing on yes, as I predicted in my 2020 article. But the question is: are we focusing on the right things? If so, why are we not moving forward? Why are there so many missteps in the cults? Why are many running for compromise? Why does laziness bother us so much? Why is rest a priority on holiday?

My conclusion is that the pandemic has confused the believers’ notion of their commitment to Christ. Although we know everything, our identity has been distorted and our foundations of faith have been shaken and we have lost the notion of the power of the decision we have already made in Christ. We changed the name. Now we are sardines. We seem alive, but we are dead.

For some believers, the pandemic has become the perfect excuse. Once it was cold, heat, wind, no wind, rain, everything could hinder the commitment or be in the church. The pandemic fit like a glove as the perfect excuse. 

For other believers, there were doubts, confusion and even a weakness in some areas. When the pandemic came, as a loud blow ended up overthrowing everything and as the focus changed, when the pandemia ended these believers failed to return to the same interest in Christ and the church.

Matthew 13: The seed that falls on rocky ground is glad in the beginning, but does not take root. When problems or tribulations arise, he immediately abandons. 

All this then made me think all this time, pray and read the Bible looking for an answer. And the Holy Spirit has led me to rethink our spiritual condition of believers which was initiated in Baptism. We need to go back to the basics and really understand what Christian life after Baptism means in order to overcome all this comfort and comfort.


Romans 6:11 says, “Thus also, consider your dead to sin, but alive to God in Christ Jesus.” 

Other Biblical Versions:

In the same way you must consider yourself dead to sin, but because you are United with Christ Jesus, they must consider themselves alive for God.

Therefore consider your old nature as dead and deaf to sin, while you, on the other hand, are alive to God, attentive to Him, through Jesus Christ our Lord.

- λoγίζεσθε – The verb “consider” in the original means = Consider, calculate, reason with yourself, make an estimate. 

Imperative verb – an order, a supplication. Something that needs to be directed, ordered.

Medium/passive voice – an action that we either do in ourselves or allow the actions to be done in us.

The sixth chapter of Romans is about Baptism in Christ. In verse 11, we see that to be baptized it is necessary to consider, reason well, calculate, make an estimate of life with Christ. It is not a decision to be made by impulse. We cannot be believed because someone is forcing us or insisting on us.

But once the decision is made, we receive the Power of God to live this life of Christ and keep us dead / away from the death we were in before.

The literal idea of Romans 6:11 is “Likewise consider yourself, on the one hand, to be dead to sin, and on the other hand to be alive to God in Christ Jesus our Lord.”

The Christian life after baptism is to practice this death and life. It is to enjoy the power of the decision we have already made. It is to repeat the meaning of baptism every day. It is to remember what we have done, and we decide on a well-thought-out case, to every decision and attitude we take.

Baptism is not just the gateway to the kingdom of God. Baptism is not just an event, a ritual of salvation, which begins the public Christian life. We prepared, studied, baptized and ready.

Baptism is the power of the decision in Christ reaffirmed every day. That is, in our lives if something leads us to sin, the answer: I am dead. If anything leads me to Christ, the answer: I am alive. We are empowered to practice this. 

The question is, are we able to do that? with success? The pandemic? Or do we have a third option? We are neither dead nor alive, but inert, indifferent, zombies.

The spiritual situation of the church after the pandemic is similar to that of the Church of Sardis. Jesus himself declared:

To the angel of the church in Sardis write: These are the words of him who has the seven spirits of God and the seven stars. I know your works; you are known to be alive, but you are dead.” (Apocalipse 3:1)


Are we going to be “walking deads”? We have developed a dependence on mobile phones, technology and so many other things that were once accessories to help us and now even hinder our communion with God and our contact with people of flesh and bones.

** We will go deeper into this, to understand in practice how to overcome this condition. Answer with me this question: What did I do when I was baptized? What happened when you and I decided to be baptized in Christ and in the waters?

I bowed my head in Christ and wrapped myself in His power.

Two basic phrases about the meaning of Baptism: Dive and Dress

A) Baptism is dive. When we are baptized we are completely immersed in the water. So, figuratively, baptism in Christ causes us to fully immerse ourselves in Him and He completely immerse us. It is not a bath, or a simple wash. It’s a deep diving, like the dives tourists do in the oceans.

“And this is represented by the baptism which now also saves you—not the removal of the dirt of the body, but the commitment of a good conscience before God—through the resurrection of Jesus Christ.” (1 Pedro 3:21)

Therefore we were buried with him in death by baptism, that as Christ was raised from the dead by the glory of the Father, so may we also live a new life. (Romans 6:4)


B) Baptism is to put on Christ. It is a partnership, an alliance with Him. He dressed me and I looked at him.

“For all you who have been baptized in Christ Christ have been clothed.” (Galats 3:27)

“But put on the Lord Jesus Christ, and do not premeditate how to satisfy the desires of the flesh.” (Romans 13:14)

“To be clothed with the new man, created to be like God in righteousness and holiness from the truth.” (Ephesians 14:24)

“Do not lie to one another, for you have stripped off the old man with his practices, and you have put on the new one, which is being renewed in knowledge, in the image of your Creator.” (Colossenses 3:9-10)

In converting and being baptized we must bear in mind that we are immersed in Christ as we are diving deep into the waters and we are clothed with his power, as we put on a protective garment on cold or rainy days. and so:

Jesus died, we die with Him. His death gives me the power to die for myself.

Jesus was crucified, and we are crucificated with Him. His cross gives me the power to be crucified.

Jesus was buried, and we were buriet with Him. If he was buried I can overcome sin

Jesus was raised, and we are raised with Him.

Jesus is alive, we are alive with Him.


I was promoted to Christ and became part of something greater.

“Then baptism makes us partners of Christ. Co-heirs and co-participants in everything: victory, glory, power, authority, suffering, betrayal, persecution, struggle.

Jesus is the partner-owner – He founded the church and is responsible for it.

The creditor is the co-administrator – with the order and authority of the owner’s partner, the managing partner makes the decisions and resolves the issues on a daily basis.

“And if we are children, we are also heirs, heirs of God and co-heirs of Christ; if it is true that we suffer with him, that we may also be glorified with him.” (Romans 8:17)

The Apostle Peter had this clear conscience of participating in suffering and glory:

“I therefore plead with the elders who are among you, as I am an elder like them, a witness to the sufferings of Christ, and a shareholder of the glory that is to be revealed.” (1 Pedro 5:1)

To be a believer is not to be a member of a club – there is no wallet, rights and duties in society with Christ. The church is not a club. The church is a body.

Baptism is the access of every believer to the Body of Christ, transforming it into a part of the church. I am the Church – it does not exist. We are the church, it exists. The Church is not me, it is us.

Thus, when we baptize ourselves in addition to ceasing to be slaves of sin to be partners of Christ (co-participants), we are also part of the Body of Christ, gaining a place, space, function and importance within this body.

Now as the body is one, though it has many members, and all the members, though many, form one body, so also Christ. For in one body we were all baptized in one Spirit, whether Jews or Greeks, slaves or free. We all have been given to drink from one Spirit. (1 Corinthians 12:12-13)

The comfort and comfort of the believers has given them the condition again of slaves, and when each part does not do its role it damages the whole body, the whole church:

Instead, following the truth in love, let us grow in all things in Him who is the head, Christ. From Him the whole body, adjusted and united by the help of all joints, grows and builds itself in love, in the extent that each part fulfils its function. (Ephesians 4:15-16)

Baptism is the sign that we went from being slaves of sin to being partners of Christ and members of the Body/Church.

“But unfortunately we behave as SOLITARIANS in the Body/Church, REBELDS in relation to Christ, and we become again Slave of sin, now even worse, for whoever thinks to be in control outside of communion and service deceives himself.


I defeated my enemies because Christ took my place on the cross.

Christ’s replacement work on the cross was accomplished by his action, by giving his life and dying in our place.

But the effectiveness of this substitution comes only when we co-participate with him in this life. It is not something we carry or possess. It is something we do. It is not a good that belongs to us and we use and abuse it as we want. It is something that is only produced by continuous action.

It’s like getting carbon gas – we only get it if we breathe oxygen.

It’s like getting clear in the snow – we only get if we beat the eggs.

It’s like producing vitamin D – our body only produces when we’re exposed to the sun.

Christ, by dying in our place, replaced us. He died for us to live His life. But if we do not live his life, we will not obtain the power of his death.

Only by understanding this substitute death of Christ will we be able to defeat the enemies that Jesus defeated on the cross: sin, the flesh, the world and the law.

Likewise consider yourself dead to sin, but alive to God in Christ Jesus. (Romans 6:11)

Those who belong to Christ Jesus have crucified the flesh with their passions and desires. (Grace to Galatians 5:24)

Let me never boast except on the cross of our Lord Jesus Christ, by whom the world was crucified for me, and I for the world. (Listen to Galatians 6:14)

Thus, my brethren, you also died to the law through the body of Christ, to belong to another, to him who rose from the dead, that we may bear fruit for God. For when we were controlled by the flesh, the sinful passions aroused by the law acted in our bodies, so that we yielded fruit for death. But now we have been released from the law, by dying for what once held us in prison, so that we may serve in the new way of the Spirit, and not in the old form of the written law. (Romans 7:4-6)

“Many are still subjected and imprisoned to sin, the flesh, the world and the law. And why? Because they did not understand that Christ took his place. Why did they not understand? Why do they not remember or know what the act of baptism really meant?

CONCLUSION: Having said all this, I reflected: (I don’t want to look rude or rude, but let me:)

After the pandemic, believers became selective about the commitments they wanted to take.

Did Covid make the church sick? The “Corona virus decease = disease of the corona virus” has its version in the church “the disease of co-life?” 

Can we no longer be co-participants and live this co-life that Jesus offers us?

When we have problems with something, we say it won’t happen again because we’re “vaccinated.” Have believers been vaccinated against Covid and also against church service?

Covid affects the respiratory system and suffocates, taking away the air from contaminated people. Did the covid stifle the church, taking away the will and joy of the believers?

So as I have already stated that our identity has been distorted and our foundations of faith have been shaken, it seems to me that post-pandemic believers are discouraging faster, leaving their commitments and joy they had before and have no strength to return or are not realizing all this situation.

The problem is that the believer may think that this is a loss only for him, or that no one has anything to do with it, whether I want or not want to work or serve in the church anymore. But the point is that by taking this attitude, missing in worship and ceasing to serve, I do not harm only my spiritual life but that of the whole Body of Christ.

Don’t be fooled or deceived by saying, “Ah, I see churches crowded all the time, and a lot of people in other churches.” Yes it is true. But I ask: Are these churches growing or swelling? Does everyone have a voice? Can everyone talk? Does everyone have the opportunity to work and serve? Are you really growing up spiritually? Is solid and biblical food offered or is there a show every weekend? 

***I apologize for the disappointment, but my experience has shown me that in these places the working team is reduced, who commands is at the top and the rest obeyes. Not everyone has a voice and if you don’t like it, it’s your problem. You are welcome to attend the cults, programmes and offer but we do not want to know your opinion.

- Should the decision we have already made in Christ be overshadowed and forgotten in a sea of people? Will I gather in a place where I can hide myself and be one more, or do I want to grow spiritually, serve in a ministry, evangelize and lead others to grow too?

Some may even think that it is nonsense or exaggeration what I am saying here, but after a lot of study and meditation I have the conviction to say that either we do what Romans 6:11 says or then the future of the Brazilian church will be the same as that of other nations. Temples closed because the temples of the Spirit have been closed long ago. Churches dying because baptism and all that it means no longer matters to believers. Comfort and relaxation is what matters.


Romans 6:11 says, “Consider your dead and alive.”

We understand that consideration is a decision. And the decision has to be confirmed, living and speaking.

Proverbs 18:21 says, “The tongue has power over life and death; those who love to use it will eat its fruit.”

What you say and say has the power of life and death. What will be your decision today? 

Use your tongue to say once again, “I’m discouraged, I don’t want more, I can’t, I cannot. I have worked hard and now I want to take care of my life. I have the right to rest.” Well, as Proverbs says, you will eat of the fruit/result of what you say.

Or you will declare what Paul said:

In all things we are afflicted but not troubled; perplexed but not discouraged; persecuted but not desolate; defeated but not destroyed; always carrying in the body the death of Jesus, so that also his life may be manifest in our body. For we who live are always handed over to death because of Jesus, so that also the life of Jesus may be manifested in our mortal flesh.” 

(2 Corinthians 4:8-11)


Jesus did not leave Sardis. Jesus did not abandon the church. Jesus has not given up on you and me. He is warning you:

“Be careful! Strengthen what remains and is about to die, for I have not found his works perfect in the sight of my God.” (Revelation 3:2)