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sábado, 6 de junho de 2026

A Maioria Silenciosa: Quando o Voto Deixa de Ser Escolha - Uma leitura tocquevilliana da crise de representação nas eleições brasileiras

 


Em 2022, 156,4 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. Desse total, 37,9 milhões não escolheram candidato algum: 32,2 milhões se abstiveram e 5,7 milhões votaram em branco ou nulo. Somados, são 24,2% do eleitorado. Se incluirmos os 13,3 milhões que justificaram ausência, chegamos a 32,7% — um em cada três eleitores — que não manifestaram escolha ativa nas urnas.

Tecnicamente, a eleição foi legítima. O presidente eleito obteve mais de 50% dos votos válidos. Politicamente, porém, emerge uma questão incômoda: um terço do país se ausentou da escolha.

A pergunta não é apenas "quem ganhou". É outra, mais inquietante: até quando uma democracia funciona quando a escolha perde sentido para parte expressiva da sociedade?

 

1. O dado que o TSE mede, e o que ele esconde,

Abstenção de 20,5% foi a maior desde 1998. Brancos e nulos somaram 3,6% dos votos. O TSE registra o número, mas não a intenção. Para entender o alcance real da "não-escolha", é preciso ir além da ata eleitoral.

Pesquisas de intenção de voto às vésperas do segundo turno mostram que o "voto útil" predominou: 45% dos eleitores de Lula declararam votar "para o Bolsonaro não ganhar". Outros 45% dos eleitores de Bolsonaro votaram "para o PT não voltar".

Isso significa que 45% dos 66,4% de votos válidos foram anti-voto, não voto por convicção. Traduzindo: 29,8% do eleitorado total escolheu o "menos pior". Somando aos 32,7% que se abstiveram, anularam ou justificaram, temos 62,5% do eleitorado sem adesão positiva a nenhum projeto.

A maioria absoluta não escolheu. Apenas evitou.

 

2. Tocqueville já descreveu essa democracia

Em 1840, Alexis de Tocqueville alertou para um risco das sociedades democráticas: a manutenção das formas da liberdade com perda da substância.

"As nações democráticas conservam as formas da liberdade por mais tempo, mas perdem pouco a pouco a sua substância."

As eleições ocorrem, as regras são cumpridas, os resultados são legais. Mas o voto, para fatia crescente do eleitorado, deixa de ser instrumento de escolha para virar obrigação legal ou cálculo defensivo.

Tocqueville chamou isso de "despotismo democrático": um poder tutelar que não tiraniza, mas impede. Não proíbe a participação, mas a esvazia de sentido. O cidadão se retira da esfera pública não por censura, mas por cansaço. Prefere cuidar da vida privada a deliberar sobre opções que não reconhece como suas.

A "tirania da maioria" opera aqui de forma silenciosa. Não esmaga a minoria com violência. Cria um consenso tão estreito — a polarização entre dois blocos — que 62% do eleitorado se sente obrigado a participar de um jogo cuja regra principal é escolher o mal menor.

 

3. Não é apatia. É racionalidade diante da oferta

A interpretação fácil culpa o eleitor: "povo alienado", "não gosta de política", "desinformado". Os dados sugerem o contrário. O eleitor está informado o suficiente para saber que justificar o voto é mais racional que viajar 300 km para anular. Está informado o suficiente para usar o voto como veto, não como chancela.

O problema não está na demanda. Está na oferta. A crise não é de participação. É de representação.

Quando a escolha real é entre dois projetos que metade do país rejeita, a abstenção, o voto nulo e o voto útil deixam de ser desvio. Viram sintoma de uma democracia que funciona na forma, mas opera no vazio.

 

4. O risco não é o povo parar de votar. É o voto parar de significar

Ignorar esses números sob o argumento da "legalidade estrita" é normalizar o esvaziamento. Uma democracia não vive só de rito eleitoral. Vive de adesão.

A história mostra que regimes não caem no dia em que as pessoas param de votar. Caem no dia em que votar e não votar dão no mesmo para a vida prática do cidadão. Quando a maioria silenciosa conclui que sua escolha não altera sua condição, ela não faz revolução. Apenas deixa de crer.

O Plano Real, em 1994, foi a última vez que uma medida de governo reconectou voto e vida material de forma imediata: estabilizou a moeda e devolveu ao eleitor o poder de planejar o mês. Desde então, a tutela — bolsa, crédito, isenção — substituiu o projeto.

Tocqueville chamou de "paixão pelo bem-estar". O cidadão abre mão da liberdade política desde que o Estado garanta conforto privado. O resultado é o que vemos: eleição plebiscitária sem plebiscito real.

 

Conclusão: Democracia não é só regra. É sentido.

O perigo não é a eleição ser questionada. É ela ser irrelevante. Quando 62% do eleitorado não escolhe por convicção, o presidente governa com legitimidade legal, mas sem legitimidade social.

Até quando um regime se sustenta quando a maioria obedece à regra, mas não adere ao jogo? Tocqueville, 184 anos atrás, deixou o aviso: sociedades democráticas não morrem de um golpe. Morrem de indiferença. Morrem quando o cidadão troca a praça pública pelo supermercado e descobre que o segundo resolve mais que o primeiro.

Normalizar isso não resolve. O primeiro passo é admitir o dado: a maioria já não escolhe. E fingir que isso é normal talvez seja o maior risco de todos.

 

Fontes:

TSE. Estatísticas Eleitorais 2022. Eleitorado, abstenção, brancos e nulos.

Datafolha. Intenção de voto para presidente, 20/10/2022. Critério "motivação do voto".

TOCQUEVILLE, Alexis de. A Democracia na América. Vol. 2, Parte 4, Cap. 6. Ed. Martins Fontes, 2005.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

SARDES – The Spirit of the Brazilian Church After a Pandemic

SARDES – The Spirit of the Brazilian Church After a Pandemic

Romans 6:11 and Revelation 3:1

INTRODUCTION: A conversation I have with fellow pastors, teachers and people concerned with the evangelical church in Brazil has led everyone to a question that expresses our concern:

What happened to the church in the post-pandemic period? Are we better off the pandemic at the other end? Have we survived the pandemic? Are we other people? (About three years since it all started.)

During the pandemic we did not see the time to return to the cults. When we couldn’t get together, we gave a way, we turned around, we broadcast online, we worshiped fewer people.

I remember we had online meetings, books and studies on “The Church in the Post-Pandemic”. Everyone thinks about how we should think, change paradigms, and prepare for when it all ends.

We take vaccines, we wear masks, we isolate ourselves and we take all the care and precautions.

I wrote an article at the time of the pandemic, which was published in the Light in the Darkness  with the title AC/DC – Before the Crown, After the Corona. That time I wrote: (05/2020)

“This moment is unique in our history. A new water divider. DC is better than AC. We have to get out at the other end not only survivors, but fit for a full life in all respects. This is translated into one word: focus. It will be time to focus on the things that really matter, on the essence of what really matters. In the tasks that will leave legacy and inheritance for the future. Love people, serve the needy, help those in need, forgive debts, and expand friendship. Embrace and relate to someone who is worth it. Leaving where we are not valued and entering where they really need us.”


Not to mention the tragedy and deaths that have occurred. But the pandemic situation brought us to a condition of comfort and comfort. At first, we did not want to fight. Staying at home all day? But then we got used to it and decided for comfort. And that generated today a church accustomed to the Comfort Zone.

I think that in the pandemic period, we went through the phases of mourning and when we left most of us failed to reverse the situation of comfort and comfort. Do you know the stages of grief? They’re about dealing with death, but let’s adapt here:

Stage 1: Negation and isolation – It is not happening, there is no virus. Not all of that is no. I do not want to talk to anyone.

Stage 2: Anger – How is it possible? How does God allow this? This is the fault of the cyclone. How did I get the mask and the vaccine?

Stage Three: Bargain – Lord, if you make Covid end, I will do this or that. Take away the sickness of my relative and put it on me.

Stage Four: Sadness – Really there is no more way. I cry and grieve for the people and for the life we had before the pandemic.

Stage 5: Acceptance – We’ll have to wait even until it’s all over. In the meantime, we will stay here at home. We decided to wait. 

The church in the post pandemic is focusing on yes, as I predicted in my 2020 article. But the question is: are we focusing on the right things? If so, why are we not moving forward? Why are there so many missteps in the cults? Why are many running for compromise? Why does laziness bother us so much? Why is rest a priority on holiday?

My conclusion is that the pandemic has confused the believers’ notion of their commitment to Christ. Although we know everything, our identity has been distorted and our foundations of faith have been shaken and we have lost the notion of the power of the decision we have already made in Christ. We changed the name. Now we are sardines. We seem alive, but we are dead.

For some believers, the pandemic has become the perfect excuse. Once it was cold, heat, wind, no wind, rain, everything could hinder the commitment or be in the church. The pandemic fit like a glove as the perfect excuse. 

For other believers, there were doubts, confusion and even a weakness in some areas. When the pandemic came, as a loud blow ended up overthrowing everything and as the focus changed, when the pandemia ended these believers failed to return to the same interest in Christ and the church.

Matthew 13: The seed that falls on rocky ground is glad in the beginning, but does not take root. When problems or tribulations arise, he immediately abandons. 

All this then made me think all this time, pray and read the Bible looking for an answer. And the Holy Spirit has led me to rethink our spiritual condition of believers which was initiated in Baptism. We need to go back to the basics and really understand what Christian life after Baptism means in order to overcome all this comfort and comfort.


Romans 6:11 says, “Thus also, consider your dead to sin, but alive to God in Christ Jesus.” 

Other Biblical Versions:

In the same way you must consider yourself dead to sin, but because you are United with Christ Jesus, they must consider themselves alive for God.

Therefore consider your old nature as dead and deaf to sin, while you, on the other hand, are alive to God, attentive to Him, through Jesus Christ our Lord.

- λoγίζεσθε – The verb “consider” in the original means = Consider, calculate, reason with yourself, make an estimate. 

Imperative verb – an order, a supplication. Something that needs to be directed, ordered.

Medium/passive voice – an action that we either do in ourselves or allow the actions to be done in us.

The sixth chapter of Romans is about Baptism in Christ. In verse 11, we see that to be baptized it is necessary to consider, reason well, calculate, make an estimate of life with Christ. It is not a decision to be made by impulse. We cannot be believed because someone is forcing us or insisting on us.

But once the decision is made, we receive the Power of God to live this life of Christ and keep us dead / away from the death we were in before.

The literal idea of Romans 6:11 is “Likewise consider yourself, on the one hand, to be dead to sin, and on the other hand to be alive to God in Christ Jesus our Lord.”

The Christian life after baptism is to practice this death and life. It is to enjoy the power of the decision we have already made. It is to repeat the meaning of baptism every day. It is to remember what we have done, and we decide on a well-thought-out case, to every decision and attitude we take.

Baptism is not just the gateway to the kingdom of God. Baptism is not just an event, a ritual of salvation, which begins the public Christian life. We prepared, studied, baptized and ready.

Baptism is the power of the decision in Christ reaffirmed every day. That is, in our lives if something leads us to sin, the answer: I am dead. If anything leads me to Christ, the answer: I am alive. We are empowered to practice this. 

The question is, are we able to do that? with success? The pandemic? Or do we have a third option? We are neither dead nor alive, but inert, indifferent, zombies.

The spiritual situation of the church after the pandemic is similar to that of the Church of Sardis. Jesus himself declared:

To the angel of the church in Sardis write: These are the words of him who has the seven spirits of God and the seven stars. I know your works; you are known to be alive, but you are dead.” (Apocalipse 3:1)


Are we going to be “walking deads”? We have developed a dependence on mobile phones, technology and so many other things that were once accessories to help us and now even hinder our communion with God and our contact with people of flesh and bones.

** We will go deeper into this, to understand in practice how to overcome this condition. Answer with me this question: What did I do when I was baptized? What happened when you and I decided to be baptized in Christ and in the waters?

I bowed my head in Christ and wrapped myself in His power.

Two basic phrases about the meaning of Baptism: Dive and Dress

A) Baptism is dive. When we are baptized we are completely immersed in the water. So, figuratively, baptism in Christ causes us to fully immerse ourselves in Him and He completely immerse us. It is not a bath, or a simple wash. It’s a deep diving, like the dives tourists do in the oceans.

“And this is represented by the baptism which now also saves you—not the removal of the dirt of the body, but the commitment of a good conscience before God—through the resurrection of Jesus Christ.” (1 Pedro 3:21)

Therefore we were buried with him in death by baptism, that as Christ was raised from the dead by the glory of the Father, so may we also live a new life. (Romans 6:4)


B) Baptism is to put on Christ. It is a partnership, an alliance with Him. He dressed me and I looked at him.

“For all you who have been baptized in Christ Christ have been clothed.” (Galats 3:27)

“But put on the Lord Jesus Christ, and do not premeditate how to satisfy the desires of the flesh.” (Romans 13:14)

“To be clothed with the new man, created to be like God in righteousness and holiness from the truth.” (Ephesians 14:24)

“Do not lie to one another, for you have stripped off the old man with his practices, and you have put on the new one, which is being renewed in knowledge, in the image of your Creator.” (Colossenses 3:9-10)

In converting and being baptized we must bear in mind that we are immersed in Christ as we are diving deep into the waters and we are clothed with his power, as we put on a protective garment on cold or rainy days. and so:

Jesus died, we die with Him. His death gives me the power to die for myself.

Jesus was crucified, and we are crucificated with Him. His cross gives me the power to be crucified.

Jesus was buried, and we were buriet with Him. If he was buried I can overcome sin

Jesus was raised, and we are raised with Him.

Jesus is alive, we are alive with Him.


I was promoted to Christ and became part of something greater.

“Then baptism makes us partners of Christ. Co-heirs and co-participants in everything: victory, glory, power, authority, suffering, betrayal, persecution, struggle.

Jesus is the partner-owner – He founded the church and is responsible for it.

The creditor is the co-administrator – with the order and authority of the owner’s partner, the managing partner makes the decisions and resolves the issues on a daily basis.

“And if we are children, we are also heirs, heirs of God and co-heirs of Christ; if it is true that we suffer with him, that we may also be glorified with him.” (Romans 8:17)

The Apostle Peter had this clear conscience of participating in suffering and glory:

“I therefore plead with the elders who are among you, as I am an elder like them, a witness to the sufferings of Christ, and a shareholder of the glory that is to be revealed.” (1 Pedro 5:1)

To be a believer is not to be a member of a club – there is no wallet, rights and duties in society with Christ. The church is not a club. The church is a body.

Baptism is the access of every believer to the Body of Christ, transforming it into a part of the church. I am the Church – it does not exist. We are the church, it exists. The Church is not me, it is us.

Thus, when we baptize ourselves in addition to ceasing to be slaves of sin to be partners of Christ (co-participants), we are also part of the Body of Christ, gaining a place, space, function and importance within this body.

Now as the body is one, though it has many members, and all the members, though many, form one body, so also Christ. For in one body we were all baptized in one Spirit, whether Jews or Greeks, slaves or free. We all have been given to drink from one Spirit. (1 Corinthians 12:12-13)

The comfort and comfort of the believers has given them the condition again of slaves, and when each part does not do its role it damages the whole body, the whole church:

Instead, following the truth in love, let us grow in all things in Him who is the head, Christ. From Him the whole body, adjusted and united by the help of all joints, grows and builds itself in love, in the extent that each part fulfils its function. (Ephesians 4:15-16)

Baptism is the sign that we went from being slaves of sin to being partners of Christ and members of the Body/Church.

“But unfortunately we behave as SOLITARIANS in the Body/Church, REBELDS in relation to Christ, and we become again Slave of sin, now even worse, for whoever thinks to be in control outside of communion and service deceives himself.


I defeated my enemies because Christ took my place on the cross.

Christ’s replacement work on the cross was accomplished by his action, by giving his life and dying in our place.

But the effectiveness of this substitution comes only when we co-participate with him in this life. It is not something we carry or possess. It is something we do. It is not a good that belongs to us and we use and abuse it as we want. It is something that is only produced by continuous action.

It’s like getting carbon gas – we only get it if we breathe oxygen.

It’s like getting clear in the snow – we only get if we beat the eggs.

It’s like producing vitamin D – our body only produces when we’re exposed to the sun.

Christ, by dying in our place, replaced us. He died for us to live His life. But if we do not live his life, we will not obtain the power of his death.

Only by understanding this substitute death of Christ will we be able to defeat the enemies that Jesus defeated on the cross: sin, the flesh, the world and the law.

Likewise consider yourself dead to sin, but alive to God in Christ Jesus. (Romans 6:11)

Those who belong to Christ Jesus have crucified the flesh with their passions and desires. (Grace to Galatians 5:24)

Let me never boast except on the cross of our Lord Jesus Christ, by whom the world was crucified for me, and I for the world. (Listen to Galatians 6:14)

Thus, my brethren, you also died to the law through the body of Christ, to belong to another, to him who rose from the dead, that we may bear fruit for God. For when we were controlled by the flesh, the sinful passions aroused by the law acted in our bodies, so that we yielded fruit for death. But now we have been released from the law, by dying for what once held us in prison, so that we may serve in the new way of the Spirit, and not in the old form of the written law. (Romans 7:4-6)

“Many are still subjected and imprisoned to sin, the flesh, the world and the law. And why? Because they did not understand that Christ took his place. Why did they not understand? Why do they not remember or know what the act of baptism really meant?

CONCLUSION: Having said all this, I reflected: (I don’t want to look rude or rude, but let me:)

After the pandemic, believers became selective about the commitments they wanted to take.

Did Covid make the church sick? The “Corona virus decease = disease of the corona virus” has its version in the church “the disease of co-life?” 

Can we no longer be co-participants and live this co-life that Jesus offers us?

When we have problems with something, we say it won’t happen again because we’re “vaccinated.” Have believers been vaccinated against Covid and also against church service?

Covid affects the respiratory system and suffocates, taking away the air from contaminated people. Did the covid stifle the church, taking away the will and joy of the believers?

So as I have already stated that our identity has been distorted and our foundations of faith have been shaken, it seems to me that post-pandemic believers are discouraging faster, leaving their commitments and joy they had before and have no strength to return or are not realizing all this situation.

The problem is that the believer may think that this is a loss only for him, or that no one has anything to do with it, whether I want or not want to work or serve in the church anymore. But the point is that by taking this attitude, missing in worship and ceasing to serve, I do not harm only my spiritual life but that of the whole Body of Christ.

Don’t be fooled or deceived by saying, “Ah, I see churches crowded all the time, and a lot of people in other churches.” Yes it is true. But I ask: Are these churches growing or swelling? Does everyone have a voice? Can everyone talk? Does everyone have the opportunity to work and serve? Are you really growing up spiritually? Is solid and biblical food offered or is there a show every weekend? 

***I apologize for the disappointment, but my experience has shown me that in these places the working team is reduced, who commands is at the top and the rest obeyes. Not everyone has a voice and if you don’t like it, it’s your problem. You are welcome to attend the cults, programmes and offer but we do not want to know your opinion.

- Should the decision we have already made in Christ be overshadowed and forgotten in a sea of people? Will I gather in a place where I can hide myself and be one more, or do I want to grow spiritually, serve in a ministry, evangelize and lead others to grow too?

Some may even think that it is nonsense or exaggeration what I am saying here, but after a lot of study and meditation I have the conviction to say that either we do what Romans 6:11 says or then the future of the Brazilian church will be the same as that of other nations. Temples closed because the temples of the Spirit have been closed long ago. Churches dying because baptism and all that it means no longer matters to believers. Comfort and relaxation is what matters.


Romans 6:11 says, “Consider your dead and alive.”

We understand that consideration is a decision. And the decision has to be confirmed, living and speaking.

Proverbs 18:21 says, “The tongue has power over life and death; those who love to use it will eat its fruit.”

What you say and say has the power of life and death. What will be your decision today? 

Use your tongue to say once again, “I’m discouraged, I don’t want more, I can’t, I cannot. I have worked hard and now I want to take care of my life. I have the right to rest.” Well, as Proverbs says, you will eat of the fruit/result of what you say.

Or you will declare what Paul said:

In all things we are afflicted but not troubled; perplexed but not discouraged; persecuted but not desolate; defeated but not destroyed; always carrying in the body the death of Jesus, so that also his life may be manifest in our body. For we who live are always handed over to death because of Jesus, so that also the life of Jesus may be manifested in our mortal flesh.” 

(2 Corinthians 4:8-11)


Jesus did not leave Sardis. Jesus did not abandon the church. Jesus has not given up on you and me. He is warning you:

“Be careful! Strengthen what remains and is about to die, for I have not found his works perfect in the sight of my God.” (Revelation 3:2)


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

EU ME ARREPENDO DO PECADO DE ACREDITAR EM POLÍTICA PARTIDÁRIA

 


                Desejo começar este artigo com um mea-culpa. Uma declaração inicial para estabelecer o pressuposto básico de que já fui alguém empolgado com a política partidária. Sei que com certeza muitos que estão lendo este artigo agora irão se identificar, pois fizeram a mesma coisa. Mas como só posso falar por mim mesmo, não afirmo que o que vou declarar seja exatamente uma doutrina bíblica, mas minha impressão profunda e sincera ao ler os textos bíblicos face aos acontecimentos históricos no Brasil. Qualquer crente com sinceridade no coração e honestidade e coragem suficiente para assumir seus erros, chegará no mesmo ponto que eu: A política partidária brasileira está corrompida e não serve mais aos princípios da democracia. Por isso, um cristão sincero deve ser apartidário.

Meu arrependimento vem também de acreditar pela via normal, o voto, nos dois lados que hoje polarizam o país. Fiz campanha, colei adesivo no carro. Discuti política nas redes sociais e perdi amigos por causa disso. Votei tanto em um lado como no outro. E confesso que meu sentimento é de ter perdido meu tempo. E antes que você possa me julgar em relação ao processo eleitoral brasileiro, saiba que está lendo as linhas de um cidadão que foi mesário (otário?!?!) por 12 anos, em 6 eleições seguidas. Conheci a fundo as urnas eletrônicas e o processo dos competentes tribunais e cartórios eleitorais.

                Bem minha convicção se dá em alguns pontos que enumero em seguida. Porque o Cristão sincero deve-se afastar da política partidária?

1-) PORQUE A MENTIRA É A FERRAMENTA DA POLÍTICA PARTIDÁRIA

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno”. (Mateus 5:37)

“E engana cada um a seu próximo, e nunca fala a verdade; ensinaram a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em praticar a iniquidade”. (Jeremias 9:5)

                A verdade é que os políticos prometem, prometem e prometem. E nós fingimos acreditar. E os simpatizantes de determinado político irão defender dizendo que não foi bem assim, ele tentou e etc. Os contrários a determinado político irão atacar e dizer que é ladrão, corrupto e etc. E a VERDADE, a essência do que o versículo acima está apontando, é deixada de lado. Como é que um cristão sincero pode compactuar com mentira? E o sistema político partidário brasileiro já pressupõe que haverá mentira, falcatrua, enganos e corrupção. Como podemos aceitar isso de bom grado? Será que todos somos cegos? Ou não queremos perder tempo, já que sabemos que nada irá mudar?

                Muitos dirão que a resposta é votar no político certo, no candidato certo e trocar os que são corruptos. Infelizmente isso já foi mais do que tentado e nada mudou. E bem sabemos que quando os poderosos são afetados ou presos, dão um jeito de serem soltos, pois tem muito dinheiro. Não são os políticos que temos que trocar. É o sistema político que tem que ser mudado. Ele está corrompido pois em sua essência tem a mentira como ferramenta. E segundo a Palavra de Deus, a inspiração para mentir só vem de um lado: As trevas. Seja de um coração corrompido ou uma inspiração do próprio Diabo.

 

2-) PORQUE A REPRESENTATIVIDADE PARTIDÁRIA É UMA FARSA

“Filho meu, se os pecadores te quiserem seduzir, não consintas. Se disserem: Vem conosco; embosquemo-nos para derramar sangue; espreitemos sem razão o inocente; traguemo-los vivos, como o Seol, e inteiros como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos; lançarás a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa; filho meu, não andes no caminho com eles; guarda da sua vereda o teu pé, porque os seus pés correm para o mal, e eles se apressam a derramar sangue”. (Provérbios 1:10-16)

                O sistema político brasileiro é de representação. Em linhas gerais, os candidatos são filiados aos partidos e teoricamente representam o povo nas Casas Legislativas, nas esferas municipais, estaduais e federais. O voto proporcional no Brasil é adotado nos pleitos para deputados federais, deputados estaduais/distritais e vereadores. Resumidamente, a representação proporcional funciona assim: tem-se uma bancada com um número determinado de vagas. Apura-se quantos votos cada partido teve e são atribuídas cadeiras a esses partidos proporcionalmente aos seus votos (quociente partidário). Em cada legenda partidária, serão eleitos os candidatos mais votados até que se preencha o número de cadeiras obtidas.

Para ser eleito, o candidato não conta apenas com os votos que recebeu em seu nome, mas igualmente contam os votos amealhados pelo seu partido - ou coligação. Os votos válidos são divididos pelo número total de cadeiras disputadas. O resultado dessa divisão define o quociente eleitoral. Para que algum candidato se eleja, o partido/coligação deverá atingir esse número. Para a definição do número de vagas conquistadas por partido/coligação, divide-se o número de votos recebidos pelo quociente eleitoral. Isso define o quociente partidário, que, quanto maior for, corresponderá a mais vagas conquistadas. E eleitos serão os candidatos mais votados nos partidos com mais votos. Daí os partidos, a cada eleição, "correrem" atrás de "puxadores de votos". O deputado Tiririca, por exemplo: com sua votação, beneficiou candidatos que receberam menos votos que outros. Em sua "carona", um candidato se elegeu deputado federal por São Paulo com pouco mais de 30 mil votos. Consequência: o eleitor que vota em um candidato, ao fim e ao cabo, não sabe quem elegerá. Vota em "A", elege "B". O falecido Enéas Carneiro, quando foi eleito deputado, puxou consigo um candidato que recebeu apenas 275 votos.

Conforme dados produzidos pela BBC Brasil, na atual Câmara dos Deputados, tão só 73 deputados se elegeram pelo voto direto de seus eleitores. Os demais conquistaram suas vagas graças aos votos de sua legenda. Esse sistema só faria sentido se os partidos políticos ocupassem um lugar central na decisão do eleitor. Em um quadro onde há dezenas de partidos, onde a definição ideológica e programática - se é que existe - é confusa, onde as legendas são de aluguéis, servindo de fachadas para apoiar outros partidos e se locupletar com a farta distribuição das benesses públicas, em um cenário onde os partidos se constituem em um fim em si mesmo, disputando o poder político para sorrateiramente montar esquemas de corrupção com empresários igualmente corruptos, vê-se a farsa da representação política brasileira. E o eleitor se torna refém do seu próprio voto.

 

3-) PORQUE A POLÍTICA PARTIDÁRIA NÃO É MAIS PARA SERVIR E SIM PARA GANHAR DINHEIRO

“Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal, é esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará”. (Isaías 33:15-16)

" ‘Assim diz o Soberano Senhor: Vocês já foram muito longe, ó príncipes de Israel! Abandonem a violência e a opressão e façam o que é justo e direito. Parem de apossar-se do que é do meu povo, palavra do Soberano Senhor. Usem balanças honestas, arroba honesta e pote honesto” (Ezequiel 45:9-10)

                Um deputado Federal ou senador ganham no mínimo R$ 39.000,00, fora outros benefícios como auxílio moradia, emendas e etc. Um político eleito pode chegar a ganhar 100 mil reais ou mais. Na teoria os políticos ao serem eleitos devem servir à população, fazendo leis e trabalhando nos interesses daqueles que representa. Mas na prática não é isso que acontece. Para trabalhar o político ainda exige favores, vantagens e claro muito dinheiro. Em sua maioria os políticos nem sabem a quem representam, a não ser que seja bem pago.

                Por isso o correto seria o político ter um salário bem reduzido. Sem vantagens ou benefícios a mais. Em países da Europa como a Suécia por exemplo, os políticos, juízes e demais autoridades são realmente servidores públicos. Tem suas próprias casas e carreiras e ao serem eleitos passam o período do mandato em instalações provisórias. Nada luxuosas, pelo contrário, bem funcionais e próximas de seu local de trabalho. Recebem um salário condizente com a função mas sem exagero. E aos finais de semana voltam para suas cidades de origem para ouvirem a população e saberem no que realmente devem trabalhar e os problemas atuais do povo. A pergunta que fica é: Se os políticos eleitos tivessem seu salário reduzido para poucos salários mínimos, será que haveriam candidatos para preencher os cargos? Penso sinceramente que não.

 

POSICIONAMENTO POLÍTICO

                Quero ainda responder algumas questões que são levantadas no meio cristão, em relação ao posicionamento político. Tenho visto pastores, teólogos e cristãos gritando a pleno pulmões que temos que nos posicionar politicamente para que possamos continuar tendo a liberdade religiosa no Brasil. E que se não o fizermos podemos ser perseguidos, ter as igrejas fechadas e não poderemos mais adorar a Deus livremente em nosso país. Quero lembrar para meus leitores e todos os interessados o que a Bíblia realmente diz sobre este assunto:

 

1-) A AUTORIDADE POLÍTICA NÃO É MAIOR QUE A AUTORIDADE DE CRISTO

"Você se nega a falar comigo? ", disse Pilatos. Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo? " Jesus respondeu: "Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima...” (João 19:10-11).

                Tenho que lembrar aos meus colegas pastores e cristãos simpatizantes a política partidária que acreditam que a igreja está obrigada a ceder a autoridade política, que isso não é verdade. Toda autoridade existente nessa terra foi doada por Deus, para um fim específico. Mas esta autoridade não está acima da autoridade do céu e nem pode desafiá-la. Acreditar que estamos presos e condenados a sempre baixar a cabeça a políticos quer eles façam o que quiserem é um engano fatal. Se somos cidadãos de bem, pagamos os impostos e não fazemos nenhum mal e nem quebramos nenhuma lei, a autoridade não será problema para nós. Mas não pensem tais autoridades que estão acima da autoridade de Deus, pois não estão e nunca estarão. Paulo confirma isso em suas palavras:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: Se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra” (Romanos 13:1-7)

                Então que fique claro que existem autoridades terrenas e estas devem ser respeitadas. Mas nunca estarão acima da autoridade divina. E a igreja tem uma missão divina e não humana. Logo, a igreja responde diretamente a Deus e realiza a missão que ele designou. Como instituição a igreja deve obedecer as leis e cumprir tudo o que se pede. Mas como IGREJA, deve se preocupar com a expansão do Reino de Deus, em ajudar os pobres e pregar o evangelho. Se autoridades políticas desejarem ajudar a igreja nessa missão, muito que bem. Se não, que não atrapalhem pois a igreja é maior.

 

2-) A MISSÃO DA IGREJA É MUITO MAIOR QUE A POLÍTICA PARTIDÁRIA

                Uma igreja local ou denominação que se preocupe com a política partidária, que tenha como meta e objetivo principal colocar candidatos de suas fileiras nos cargos políticos está pervertida. E que nos anos de eleição ceda o púlpito a políticos e mais políticos para angariar votos de seus membros, sendo estes coniventes com tais atitudes e se deixando influenciar por isso está perdendo seu tempo. Recentemente vimos uma igreja de uma certa denominação evangélica ovacionando de pé o candidato a reeleição, quase o exaltando como deus. Também vemos pastores anteriormente teólogos e preocupados com o Reino de Deus e Missões se tornando agora o porta voz de um dos candidatos, sendo que um destes pastores afirmou publicamente que a prisão de um dos candidatos foi injusta, chegando a declarar que tal candidato teria sido preso igual a Jesus.

                Existem denominações que possuem partidos políticos. Pastores que abandonam seu ministério temporariamente para se candidatarem a cargos políticos, mas continuam “pastoreando”, pois assim poderão influenciar mais eleitores. Alguns políticos atacam frontalmente a igreja, querendo ensinar como se faz ação social. Recentemente uma professora da USP acusou as igrejas evangélicas de periferia de serem todas ligadas a máfia. Outro determinado pastor, candidato pelo seu estado, diz que sua missão de vida é derrotar o atual presidente. Outro pastor bem famoso posta vídeos em suas redes gritando e chamando de vagabundo quem pensa diferente dele politicamente. E termina falando um “Deus abençoe o Brasil” quase como se quisesse esganar alguém, sem expressar nenhum sentimento de paz. Em tudo isso a pergunta que faço é: O que está acontecendo com a igreja?

                A missão da igreja é muito maior que tudo isso: “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". (Mateus 28:18-20). Esta missão que Jesus nos deu, ele também nos direciona: Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (Atos 1:8).

                Não há a mínima menção de política, cargos, dinheiro ou qualquer coisa que ligue a igreja a tarefas políticas e partidárias. Jesus mandou ir e fazer discípulos e não ir atrás de votos. Jesus mandou ensinar a sua Palavra e não promessas de campanha. Não estou dizendo que é pecado fazer campanha política ou que um cristão não possa se candidatar. Creio que é necessário pessoas de bem nos cargos públicos para servirem bem e fazer o que é necessário para toda a população. Mas ao comparar a missão política com a missão divina, a missão política deve ser abandonada, e não é o que está acontecendo atualmente. Na verdade os crentes de hoje estão acreditando na mentira que a política é a solução para os problemas do país. O que dizer? Deixo que a Bíblia responda por si:

“Assim diz o Senhor: "Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor”. (Jeremias 17:5)

Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. Será inútil levantar cedo e dormir tarde...” (Salmo 127:1-2)

O Senhor desfaz os planos das nações e frustra os propósitos dos povos. Mas os planos do Senhor permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações. Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que ele escolheu para lhe pertencer!” (Salmo 33:10-12)

 

3-) PESSOAS EM POSIÇÃO DE AUTORIDADE SÃO APENAS PESSOAS E NÃO UNGIDAS OU ENDEMONIADAS

                Há uma falsa ideia na igreja evangélica atual que diz que se a pessoa está em um determinado cargo político ela foi levantada por Deus ou pelo Diabo. E por isso deve ser apoiada sem nenhuma restrição, caso seja por Deus. Ou rejeitada com todas as forças, caso seja pelo Diabo. A pergunta que faço é: Quem determina isso? O fato de Deus permitir alguém em uma posição de liderança quer dizer que Deus assina embaixo em tudo o que ele faz? Só porque alguém se diz cristão, realmente o é? Será que alguém que achamos que seja das trevas realmente o é?

                Este pensamento é chamado de maniqueísmo. Em definição o maniqueísmo é um dualismo religioso sincretista que se originou na Pérsia e foi amplamente difundido no Império Romano (Séculos II d.C. e IV d.C.), cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal), em localizar a matéria e a carne no reino das sombras, e em afirmar que ao homem se impunha o dever de ajudar à vitória do Bem por meio de práticas ascéticas, evitando a procriação e os alimentos de origem animal. Existem atualmente muitos crentes maniqueístas em nosso meio, inclusive estabelecendo regras de pode ou não pode.

                Leia o texto a seguir: "Assim diz o Senhor ao seu ungido: a Ciro, cuja mão direita seguro com firmeza para subjugar as nações diante dele e arrancar a armadura de seus reis, para abrir portas diante dele, de modo que as portas não estejam trancadas: Eu irei adiante de você e aplainarei montes; derrubarei portas de bronze e romperei trancas de ferro” (Isaías 45:1-2). Muitos crentes ao lerem este texto automaticamente afirmam que Ciro por ser levantado por Deus, mesmo não sendo do povo de Israel, era um instrumento de Deus. A questão é que Ciro foi exatamente isso. E apenas isso. Ciro foi um instrumento de Deus para que Israel pudesse voltar para a terra prometida. Mas isso não quer dizer que Deus apoiava todas as atitudes de Ciro. Ele era um imperador cruel. Matava pessoas e invadia territórios para conquistar.

                Então o que estou querendo dizer? Simples: “O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; ele o dirige para onde quer. Todos os caminhos do homem lhe parecem justos, mas o Senhor pesa o coração” (Provérbios 21:1-2). Ou seja: Deus é que controla tudo e todos. O Salmo 24:1 é claro: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem”. Somos apenas instrumentos na mão do Senhor. Que sejamos para fazer o bem. Que os políticos saibam que estão no cargo por permissão de Deus para fazerem o que ele deseja. Se não o fizerem serão substituídos. Deus pode permitir ou não. Simples assim.

 

4-) VALORES E PRINCÍPIOS TEM COMO FONTE A PESSOA DE DEUS E NÃO IDEOLOGIA POLÍTICA

                Existem valores e princípios que encontramos na Bíblia que fazem a fronteira entre projetos políticos. Um cidadão consciente e que deseja votar em algum candidato deve avaliar a sua competência, sua experiência e se o projeto político de tal candidato não confronta os valores e princípios divinos. É preciso lembrar também que estes valores são voltados para o bem e a proteção de todas as pessoas, não apenas as pessoas cristãs. Sendo assim afirmo que uma política partidária é ruim, mas uma política partidária corporativista é muito pior. Ou seja: um político cristão deve fazer leis e proteger todos os cidadãos e não apenas os cristãos. Infelizmente não é o que vemos atualmente. Cada um puxa a sardinha para o seu lado, como diz o ditado. Um escritório político mais se parece com um balcão de pedidos do que uma plataforma de ideias e políticas públicas.

                É preciso analisar se os projetos políticos de um candidato não ferem os valores divinos. Apoiar o aborto, pena de morte, censura à liberdade de expressão, tirar direitos adquiridos dos cidadãos e o direito à propriedade vai diretamente contra estes valores. Mas também a desigualdade social, precarização do trabalho, falta de moradias e saneamento básico e tantos outros problemas estruturais são igualmente contra os valores divinos da dignidade humana. E isso não depende de ideologia política. Sendo esquerda ou direita, ao quebrar estes valores, devem ser rejeitados.

                A verdade é que a política partidária não está nem aí para os valores. Os debates nem chegam a refletir e debater seriamente o que se fazer para resolução de tais problemas. Apenas paliativos e remendos são feitos, com as mesmas desculpas de sempre e nada de efetivo é realizado. Há centenas de anos o Nordeste sofre com a seca e continuará a sofrer. E por que? Por falta de vontade política. Mas também porque a igreja se omite. Existem pastores de igrejas que ganham 90 mil por mês ou mais. Recebem ofertas na casa dos milhões. Enquanto isso há sofrimento e injustiças na porta de suas igrejas. Moradores de rua são proibidos de entrar. Mas o rico enternado é abençoado e abraçado. Graças a Deus existem várias iniciativas cristãs sérias no Nordeste e em muitos lugares que juntas poderiam amenizar o problema e criar soluções de renda e igualdade para as pessoas necessitadas. Basta querer.

CONCLUSÃO:   

                Encerro este pequeno ensaio com uma reflexão. A igreja local é da maior importância para o bem-estar e desenvolvimento de uma comunidade. A agenda de Jesus para a saúde e transformação da comunidade é expressa e modelada através da sua igreja. Em nada precisamos da política partidária. Cito aqui um trecho do livro “Se Jesus fosse prefeito” de Bob Moffit: O que Jesus faria se Ele fosse Prefeito da minha cidade?

• O que Ele faria pelos desabrigados e a as crianças de rua?

• O que Ele faria a respeito do alcoolismo, abuso de drogas e outros vícios?

• Como Ele fortaleceria as famílias?

• Como Ele promoveria água potável, habitação adequada e alimento, serviços de saúde, sistemas de esgoto e coleta de lixo, e estradas apropriadas?

• O que Ele faria sobre salários justos e emprego adequado?

• O que Ele faria quanto as crianças indesejadas e o cuidado com o enfermo e o idoso?

• O que Ele faria para criar beleza - ruas limpas, árvores, flores e parques públicos?

• Que mudanças Ele faria na educação de crianças e adultos?

• Que novas decisões Ele tomaria sobre as políticas públicas?

• Como Ele ajudaria pessoas a avaliar problemas e tomar decisões justas?

• O que Ele faria para mudar a maneira como o governo local trabalha?

• Os ensinos dEle seriam televisionados? Ele faria "reuniões municipais" onde a sua agenda e os princípios do seu Reino seriam estabelecidos?

• O que Ele faria sobre os crimes e conflitos civis? Que orientações Ele daria para a polícia e as relações comunitárias?

• Que mudanças Ele faria nos tribunais? E nos sistemas penitenciários?

• O que Ele faria sobre a desigualdade entre o rico e o pobre?

• O que Ele faria sobre a corrupção e suborno?

• Que regulações Ele estabeleceria para o comércio?

• O que Ele faria sobre a depressão, solidão e doença mental?

• Como Ele lidaria com a pornografia, imoralidade sexual e prostituição?

• O que Ele faria sobre o abuso de crianças e cônjuges?

• Como Ele melhoraria as relações sociais entre os cidadãos?

 

                Pensar no que Jesus faria é um bom exercício de imaginação. Melhor ainda seria trocar o nome dele pelo nosso e tentar agir como se fôssemos ele aqui na terra. Peraí... mas é isso que a igreja é! O Corpo de Cristo na terra. Esqueça a política partidária e entre para o partido de Jesus. Se ele é o prefeito da cidade, te nomeou secretário dEle. Vamos agir? Arregace as mangas e comece a trabalhar no gabinete das ruas e praças, pregando e fazendo o bem, como ele mesmo fazia aqui neste mundo. Não é preciso campanha política e nem dinheiro do fundão. Deus já te elegeu e Ele é o dono do ouro e da prata. Desligue a TV, esqueça o horário eleitoral gratuito e foque sua atenção no plano de Governo de Deus: "Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados". (Provérbios 31:8-9)

 

Leandro Silva